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Sandra Manuel

Sandra Manuel
 
 
Sandra Manuel - Bombeira de 3ª
 
    Hoje reservo uma surpresa aos colegas Lisbonenses.
 
    A colega hoje entrevistada é, talvez, das pessoas mais queridas neste Corpo de Bombeiros. Mulher dedicada à casa e à causa, todos, sem excepção, nutrem por ela um carinho muito grande. 
Infelizmente, a Sandra sofreu um acidente recentemente mas isso não a impede de estar entre nós, nos nossos pensamentos e nos nossos corações.
 
    À Sandra e à linda família que tem, em meu nome e o de todos os colegas, envio um beijo muito grande, com o desejo de melhoras, e digo-lhe que estamos todos à sua espera.
 
    A entrevista foi feita por telefone, uma vez que está em reabilitação no Hospital.
    Sandra, um beijo de todos nós.
 
    Entrevista “Entre Nós”
 
    A Sandra Cristina da Guia Manuel tem 37 anos, e ingressou nos Bombeiros Voluntários Lisbonenses em 1996. Tem a categoria de Bombeiros de 3ª classe e fez, entre outros cursos e certificações, os cursos de TAT, TAS, DAE e Desencarceramento, Salvamento e Resgate em Montanha na ilha da Madeira.
 
    Como surgiu a oportunidade de ingressar nos B.V. Lisbonenses?
    O meu ingresso nos Lisbonenses deu-se em 1996 quando fazia parte duma associação na minha área de residência. Em conjunto com dois colegas, entre eles o Rato, neto de um antigo motorista da casa, alistámo-nos. Dos três resto eu. Na altura fui entrevistada pelo então comandante Lucas Maria Novo e fui admitida.
 
    Descreva-nos o seu percurso.
    O meu percurso começou com o curso de TAT ministrado pela CVP e fiz logo a escola de recrutas que durou cerca de oito meses. À época, as mulheres, por ausência de uma camarata feminina só faziam serviço ao sábado de tarde.                             Eventualmente quando fazíamos noite, tínhamos que dormir nas macas que usávamos no futebol. Como começávamos a ser muitas mulheres; a Fátima Teles, a Elisabete Vieira da Silva, a Sónia Cavaco, a Maria João Sá e Silva e a Frederica Pires – hoje Bombeiro Sapador do RSB de Lisboa, o então chefe José Coutinho fez alguma pressão para que no já exíguo espaço nascesse uma camarata feminina. Em 1999/2000 transferi-me para os Bombeiros de Cacilhas mas a adaptação não foi fácil e acabei por retornar aos Lisbonenses. A casa onde nasci. Na época, a convite do director de pessoal assalariado, assumi a função de empregada dos Lisbonenses e passei a reunir as duas funções e a fazer o que sempre gostei.
 
    Desde o seu ingresso, qual foi o seu maior desafio? 
    O meu maior desafio foi a escola de recrutas para Bombeiro de 3ª classe. As dificuldades teóricas mas também práticas tinham um grau de exigência muito elevado sendo que a formação era em período pós laboral e fim de semana. O treino foi sempre muito exigente e incluía corrida e marcha na mata de Monsanto.
 
    Quais são os seus interesses e que hobbies pratica?
    Os meus hobbies são o cinema e passear. Adoro ver o mar e, partilhar o meu tempo com a natureza.
 
    Como define os B.V. Lisbonenses?
    Os Lisbonenses são um corpo de bombeiros muito grande. Já teve os seus altos e baixos mas, devemo-nos orgulhar deste nome. Pronunciar a palavra Lisbonenses deve ser um sinal de responsabilidade e brio que todos os Lisbonenses devem ter presente. Sinto que é ali que está uma grande parte dos meus amigos verdadeiros e especialmente depois deste imprevisto, constatei esse facto. Sinto que são como parte integrante da minha família. Quando passo aqueles portões, onde tanto nos falta, sobra-nos em carisma, espírito de camaradagem e amizade. Aquela fachada transmite a quem ali entra responsabilidade e honra.
 
    O que é ser Bombeiro?
    Ser bombeira é o que adoro fazer. É dar tudo de mim aos outros. É fazer o melhor que sei pelo próximo. Sinto-me realizada pessoal e profissionalmente e se há trabalho de que me orgulho, é este. Aliás, não é trabalho mas sim prazer.
 

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